Sociedade de Instrução Tavaredense

CONVENTO DE SANTO ANTÓNIO
Sonho do Cavador - 1928

"... foi o seu fundador aquele virtuoso Padre Frei António de Buarcos, zelosíssimo filho desta província... Erigiu-se em 1527..."

O convento de Santo António, cuja fachada se representa neste cenário, foi construído em terrenos pertencentes à Casa de Tavarede. Foi seu doador António Fernandes de Quadros. "... tem o padroado da capela mor, como testemunha o letreiro da sua sepultura no meio dela, onde foi enterrado no ano de 1540; e o escudo das suas armas gravado no arco da mesma capela e no remate da abóbada tiram a dúvida a quem quizer escrupulizar nesta matéria..." (Colecção de elementos para a história do concelho da Figueira) .

Este cenário serviu, a primeira vez, para a fantasia "O Sonho do Cavador", no ano de 1928. Foi no chamado "Pátio de Santo António" que Manuel da Fonte, enquanto procurava a casa da famosa "adivinhôa" Rita Galinha, foi abordado pelo "Papo-Seco", que conseguiu levá-lo a abandonar a ideia de ir para o Brasil em busca da fortuna sonhada, encaminhando-o para a sala de jogo no Casino, onde "Madame Batota" o leva à ruína.

Voltando a este Pátio, depois de perder a herança de seus pais, Manuel da Fonte, escutando as sensatas palavras dos "Três Homens Felizes", reconsidera da sua loucura e resolve voltar à sua terra. "... voltarei à enxada, tornarei a cavar a terra, buscarei no trabalho a alegria da vida e darei a esta alma entristecida que sinto dentro de mim, arrefecida de saudade, o calor do sol que eu via a boiar nos olhos lindo da Rosa..." (O Sonho do Cavador - 3º acto - cena 8ª.)

Em 1982, voltou este cenário a servir de fundo à célebre "guerra das filarmónicas", numa tarde de sexta-feira santa e que Mestre José Ribeiro relembrou na fantasia "Viagem na Nossa Terra". (Cena 9ª - 2º acto) Com esta fantasia, a Sociedade de Instrução Tavaredense homenageou a Figueira da Foz no ano comemorativo do centenário da sua elevação a cidade.

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